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INCC-M Julho 2013

INCC-M – Índice Nacional da Construção Civil referente ao mês de julho de 2013, apresentou alta de 1,96% em relação ao período anterior (1,24%). No acumulado do ano de 2013 o índice já é de 5,61%.

Para quem tem contrato com reajuste através do INCC os números neste ano são preocupantes, pois a projeção é que novamente o valor seja maior do que a inflação.

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Falta de cimento volta a assombrar o mercado

A falta de cimento começa atingir o comercio varejista de São Paulo. Algumas lojas não têm recebido o material e começam a ficar sem oferta para atender os seus clientes.

No Sul do País este problema já vinha ocorrendo e muitas lojas já estavam limitando a quantidade de cimento por cliente.

Umas das justificativas para a escassez do material no mercado seria a falta da “cinza seca”, produto derivado da queima do carvão, devido às condições climáticas e o aumento da demanda na região.

Em São Paulo ainda é cedo para apontar os motivos da falta do cimento em alguns estabelecimentos, visto que as fornecedoras do produto neguem qualquer problema de desabastecimento.

Seja como for, para quem está construindo ou reformando, é bom ficar atento e, se possível, fazer uma programação para não correr o risco de ficar sem o material.

Jornal Hoje dá dicas para fazer “puxadinho”

Um absurdo! É a única definição para a matéria exibida pelo Jornal Hoje (TV GLOBO), do dia 13/07/09, com o tema: Dicas para fazer aquele “puxadinho” sem ter dor de cabeça.

 A reportagem não apenas mostra, mas incentiva as pessoas a executarem mais do que pequenas reformas, como a construção de novos cômodos de suas casas, sem o acompanhamento de um profissional habilitado, que pode ser somente um técnico ou tecnólogo de edificações, ou dependendo da complexidade um arquiteto ou engenheiro civil.

O que mais me chamou a atenção foi o caso da ampliação da casa da dona Tecla, que está preparando um “puxadinho” no segundo andar para seu filho morar com a esposa e filho. Para tanto, sem o auxilio de nenhum profissional habilitado, foi executado alguns pilares para reforçar a casa e suportar o novo carregamento que será aplicado, sem nenhum cálculo estrutural ou de fundação.

A reportagem ainda dá a grande dica de que a espessura mínima de uma laje, para ter firmeza, é de 10 cm. Firmeza? O que é isso? Firmeza na laje?

O que dizer então da quantidade de tomadas que há na casa? Que é suficiente para não haver depois o uso de “gambiarras”. Ótimo, não? Mas a fiação está adequada? O quadro de distribuição foi dimensionado corretamente? A entrada de energia principal suporta o aumento da carga?

Além do grande perigo que tais construções representam e cujas catástrofes sempre são mostradas com grande destaque pela imprensa, pergunto onde fica nesta história as questões referentes às leis de zoneamento e urbanismo de cada cidade e que determinam a área máxima a ser construída e a taxa de ocupação do solo, assim como diretrizes sobre a faixa permeável, recuos, entre tantas outras.

O que devia ser tratado são os riscos de se construir ou reformar sem o acompanhamento de um profissional, que vão além, inclusive, da segurança, como os problemas urbanísticos e a falta de planejamento e de redução de custos.

Confiram a matéria disponível no portal do Jornal Hoje e do G1:

http://g1.globo.com/jornalhoje/0,,MUL1228004-16022,00-DICAS+PARA+FAZER+AQUELE+PUXADINHO+SEM+TER+DOR+DE+CABECA.html