Colapso do edifício no Rio de Janeiro

O desabamento dos três prédios na Rua Treze de maio, no Rio de Janeiro, trouxe à tona a discussão dos procedimentos e responsabilidades em uma obra. Lamentavelmente isso só ocorre após uma tragédia como esta, onde vidas foram perdidas de maneira tão brusca e inesperada.
Ainda é cedo para apontar os verdadeiros motivos que levaram ao desabamento dos prédios, mas algumas hipóteses já podem ser apontadas como fato gerador, destacando a obra nos 3° e 9° andar do edifício maior, com 20 andares no total, seguido do desgaste natural da estrutura do prédio e uma possível explosão por causa de um vazamento de gás. Mas somente após a perícia analisar todas as evidências é que teremos a resposta do que realmente aconteceu.
Mas a discussão sobre a responsabilidade técnica de uma obra deve ser realmente levada em frente. Que tipo de obra necessita obrigatoriamente de um profissional habilitado para acompanhamento? Qual é a atribuição de cada profissional, do engenheiro civil, do arquiteto, do decorador, empreiteiro e outros? Qual a responsabilidade da prefeitura e das entidades de classe? Neste caso em especifico, o condomínio tem responsabilidade?
Em geral cada município tem a sua legislação sobre os procedimentos a serem adotados para a construção ou reforma no Código de obras, que devem ser seguidas para que haja a emissão dos documentos de legalização.
É fato que toda obra ou reforma deveria ter um profissional habilitado acompanhando, mas a questão é que muitas pessoas fazem confusão – até por falta de conhecimento ou por economia – e contratam empreiteiro, no lugar do engenheiro ou arquiteto – que são os profissionais que podem responder tecnicamente pela obra, inclusive pela ART – Anotação de Responsabilidade Técnica junto ao CREA da região.
Quanto às atribuições dos profissionais, temos o decreto 23.569/33 onde há a regulamentação do exercício da profissão de engenheiros, arquitetos e agrimensores. Para decoradores e designers de interiores/ambientes ainda não existe um decreto que regulamenta essas profissões, porém há um blog do Design de Interiores/Ambiente- Paulo de Oliveira que cita uma carta aberta ao Senado Federal muito interessante, sobre a necessidade de se aprovar essa regulamentação no senado. Para os empreiteiros, há a atribuição de execução de serviços mediante a supervisão do profissional responsável.
Sobre a responsabilidade de prefeitura e das entidades de classe, no caso o CREA, a questão é mais difícil. A prefeitura é quem de fato tem a responsabilidade de fiscalizar obras em geral, por isso existe o Código de obras e edificações com a legislação a ser cumprida pelo proprietário e profissional. Porém, para reformas simples e que atendam a certos aspectos não é necessário que se faça qualquer requerimento junto ao órgão informando sobre a mesma.
Já o CREA é uma entidade de classe que tem como principio orientar e fiscalizar o exercício profissional para que não ocorra a pratica ilegal das atividades abrangidas pelas profissões inscritas, e não tem poder de fiscalização de obras.
No caso do condomínio, este sim é responsável por toda obra que nele ocorre, sendo ela na área publica ou particular, e portanto o sindico deve estar atento e ser comunicado de qualquer serviço que venha ocorrer no prédio.
Voltando ao caso do desabamento dos prédios no Rio de Janeiro, estranho é que a estrutura entre em colapso sem que ninguém tivesse notado sinal prévio de fadiga, trincas, fissuras, desplacamento do reboco e outras situações do tipo.
Bom, enquanto não tivermos noticias concretas a respeito dos motivos do desabamento, fica aqui o alerta: ao construir ou reformar, procure profissionais que realmente estão preparados e habilitados. Há espaço para todas as profissões sem que haja conflito de interesses. Aliás, pelo contrario, estas deveriam sempre estar juntas se completando.

Chuvas agravam vazamento e infiltrações em telhados

Nesta da época do ano, em que as chuvas são mais recorrentes e com mais intensidade, as infiltrações em telhados e lajes aparecem ou são obrigatoriamente lembradas. Embora não ocorram do dia para a noite, é comum se agravarem em período de chuva, principalmente os danos em telhados, que sofrem também efeito dos ventos fortes.
Em locais cobertos por telhas, os problemas geralmente são mais fáceis de resolver com uma revisão no telhado, mediante a substituição de telhas quebradas ou mal encaixadas e a verificação da estrutura de sustentação (madeira/estrutura metálica).
Mas há casos de infiltração onde o desgaste das telhas é o principal fator. Nestes casos pode-se optar pela aplicação da manta própria para impermeabilização, aluminisada (Otto Baumgart / CIPLAK) ou na cor da telha cerâmica (Viapol). A solução com a aplicação destas mantas é mais rápida e barata do que uma grande intervenção na cobertura, embora ela não seja definitiva.
O ideal é pedir a orientação de um profissional especializado neste tipo de trabalho, com experiência comprovada na área, que possa fazer a inspeção geral na cobertura, de preferência antes que comece a temporada de chuvas, para apontar a melhor solução. Este profissional também é importante para garantir a segurança na execução do serviço, tanto para os profissionais envolvidos quanto para o contratante.
Conheça um pouco mais sobre as mantas para reparo em telhados no link das empresas fabricantes:

Otto Baumgart –  www.vedacit.com.br
Viapol -  www.viapol.com.br
Ciplak -  www.ciplak.com.br

Governo anuncia novo financiamento para a construção civil

O Governo Federal aprovou ontem, linha de financiamento para estimular a compra de materiais de construção, com recursos do FGTS de 300 milhões de reais. Este financiamento tem como foco a classe média, com taxa máxima de 12% ao ano, incluindo os encargos e despesas, para pagamento em até 120 meses.

O limite para o empréstimo é de R$ 20 mil reais por tomador, que poderá usar o dinheiro para reformar ou ampliar imóveis residências, desde que o terreno esteja regular e valor do imóvel não ultrapasse R$ 500 mil reais. Além disso, é preciso ter o comprovante de propriedade do imóvel e ser cotista do FGTS.

Segundo o Conselho Curador do FGTS, a linha mais barata de crédito destinada a classe média tem juros de 23,14% ao ano, com prazo de pagamento de 60 meses.

De qualquer maneira é sempre melhor a utilização de recursos próprios do que recorrer a uma linha de crédito, pois os juros, mesmo sendo o mais baixo do mercado, ainda é caro se comparado ao rendimento que o fundo (FGTS) paga, com média de menos de 5% ao ano.

INCC de dezembro e acumulado do ano de 2011

O INCC – Índice Nacional da Construção Civil de dezembro de 2011 teve alta de 0,35% em relação à novembro, porém em desaceleração. O acumulado no ano fechou em 7,58%, provavelmente acima do índice da inflação anual, que se estima em torno de 6,5%.

O sentimento que fica é que os preços deverão se manter estáveis em 2012, pelo menos no primeiro semestre, por que a crise internacional e a própria retração sentida nos últimos meses no mercado da construção não deverão permitir que haja novos reajustes.

2012

Neste ano retomaremos as publicações de informações sobre o mercado da construção, lançamentos de produtos e dos principais índices da construção da civil, além de outras novidades que estamos preparando para este ano.

Por enquanto, desejamos a todos um excelente ano de 2012 com muitas realizações e conquistas, que a paz acompanhe a todos.

Novo site da Tutóia Materiais

Buscando a atualização constante de sua comunicação para melhor atender as necessidades de informações de seus clientes, a Tutóia redesenhou o seu site, passando a oferecer conteúdo mais completo, moderno e dinâmico para seus visitantes. Além de informações sobre os materiais comercializados na loja, como a linha de piso Gail, Cerâmica Eliane, Metais Deca e Docol, assim como ampla linha de hidráulica e elétrica, o site oferece uma área aos profissionais de arquitetura, decoração e engenharia para a divulgação de trabalhos e conceitos. A dinâmica do site é gerada pela atualização constante dos produtos, de acordo com os lançamentos e os pedidos gerados a cada cliente. Além das informações descritivas e técnicas dos materiais, o site também oferece uma diversidade de imagens, onde o usuário pode conferir a variedade de cores e formas oferecidas por cada linha. Para conferir o novo endereço acesse o site: www.tutoiamateriais.com.br  e aproveite para enviar suas sugestões e comentários.

Mercado da construção civil desacelera

Novamente o mercado imobiliário apresenta números que confirmam a tendência de redução no crescimento do setor, já que no balanço do 1º semestre das principais empresas do mercado a venda de imóveis novos caiu em relação ao mesmo período do ano de 2010. Algo esperado e que faz com que o mercado volte a sua normalidade, pois o cenário de vendas do ano passado estava fora da realidade. Este ano ainda é esperado mais desaceleração, ainda que moderada, em virtude da “crise mundial”, mas mesmo assim o mercado deverá fechar 2011 com crescimento em torno de 5%. Para quem pretende comprar um imóvel, seja ele novo ou usado, o momento exije cautela e, principalmente, paciência. Paciência para pesquisar e estudar as opções, já que com um ritmo mais lento nas vendas, o consumidor não deve se sentir pressionado a fechar o negocio, com medo de perdê-lo.

Fechamento do semestre

Chegamos ao fim do primeiro semestre do ano, por incrível que pareça, e apesar da sensação de estar sempre correndo atrás do tempo, o balanço do primeiro semestre é bastante positivo.

Tivemos um começo de ano com algumas incertezas, inflação ameaçando a voltar, governo adotando medidas para frear o consumo, mas mesmo assim o mercado interno continua bastante aquecido. Já no mercado externo a situação na Europa continua preocupante, principalmente em virtude dos acontecimentos com a Grécia, que passa por uma semana decisiva. De qualquer forma, não há mais evidências de calote e a ajuda necessária ao país dará novo fôlego à economia e alivio ao mercado internacional.

Para o segundo semestre as perspectivas são de continuarmos com um cenário positivo no Brasil, talvez em ritmo mais lento, o que de certo modo pode ser bom, uma vez que o endividamento está cada vez maior e os preços ainda estão sofrendo reajustes. Precisamos encontrar o patamar do equilíbrio, do “crescimento sustentável”.

Por aqui,  já estamos preparando algumas novidades. A primeira e que já podemos antecipar, é que nas próximas semanas passaremos a aceitar o Cartão do BNDES para compras na loja de alguns fabricantes credenciados ao sistema, oferecendo ainda mais oportunidades de pagamento aos nossos clientes.

Agradecemos a todos os colaboradores, fornecedores e clientes que tem participando desse momento importante com a Tutóia Materiais, e aproveitamos para renovar a nossa missão de estar em constante busca para atendê-los cada vez melhor.

Preço do cimento sofre aumento

O preço do cimento chega às lojas com aumento de preço, já nesta semana, em torno de 8%. Alta de preços já era esperada uma vez que o aumento da demanda tem feito com que o produto esteja em falta em algumas regiões do país.

Devido a este aumento e possível que produtos que utilizam o cimento em sua produção, como argamassas e artefatos de cimento também sofram reajuste, impactando sobre o custo das obras.

Como muitos especialistas estão apontando que por conta da Copa do mundo e das Olimpíadas o mercado da construção continuara aquecido, os empresários do setor apostam que tais aumentos sejam absorvidos, sem grandes problemas. Mas não é essa a impressão que temos do pequeno consumidor, aquele que está reformando ou construindo sua casa, sente e muito estes aumentos, e claro reclama no balcão dos lojistas.

Mercado imobiliário desacelera

O mercado de imóveis novos e usados sofreu retração em São Paulo nos quatro primeiro meses deste ano, os principais motivos apontados por especialistas e pelo CRECI-SP(Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo), são a alta de preços do imóveis, o maior endividamento das famílias, o aumento das taxas de juros, entre outros fatores.

A venda de moradias usadas caiu 15,7% em relação ao mesmo período do ano passado, já os imóveis novos tiveram uma queda de 43,7%, e os lançamentos de novos empreendimentos também teve redução de 16,4%. Ainda sim, os especialistas acreditam que esse ano será bom para que trabalha no setor, e que estes números apresentam somente um ajuste a realidade depois do pico ocorrido nos últimos anos.

Esse “ajuste” era algo já esperado por todos, pois os números de lançamento e valores de comercialização do metro quadrado estavam em patamares claramente irreais, resta saber qual será o patamar de equilíbrio e se os compradores dos imóveis na planta, que o fizeram visando um investimento na venda após a construção conseguirão honrar com seus compromissos caso esses imóveis não sejam negociados.